Entendendo a Crise
Os índices de afastamentos e doenças relacionadas à saúde mental atingem níveis alarmantes, no Brasil e no mundo. Esse crescimento não é coincidência: ele reflete mudanças profundas na sociedade, tecnologia, economia e cultura corporativa.
Para líderes de grandes empresas, compreender essas causas é essencial: não se trata de questão individual, mas de risco organizacional estratégico.
Intensificação do Trabalho e Sobrecarga Cognitiva
A aceleração tecnológica trouxe ganhos de produtividade, mas também sobrecarga mental.
- O cérebro humano suporta apenas 5 a 7 informações simultâneas em memória de trabalho (Cowan, 2010).
- As demandas aceleradas das empresas modernas e a expectativa de respostas instantâneas aumentam o risco de estresse crônico, burnout e queda de performance.
- Estudos da neurociência aplicada à gestão indicam que períodos prolongados de multitarefa reduzem a capacidade de tomada de decisão estratégica e geram fadiga cognitiva.
Excesso de Horas Conectadas
No Brasil, somos o 2º país que mais passa tempo online (We Are Social, 2024).
- O trabalho remoto e híbrido ofusca os limites entre vida pessoal e profissional.
- Essa hiperconectividade aumenta níveis de cortisol, ansiedade e comprometimento do sono.
- Líderes precisam criar estratégias de desconexão saudável para proteger a produtividade e a saúde da equipe.
Mudanças Sociais e Insegurança Econômica
O contexto global e nacional também contribui para o aumento dos transtornos mentais:
- Automação e inteligência artificial transformam funções e exigem constante adaptação.
- Crises políticas e econômicas aumentam medo e ansiedade no ambiente corporativo.
- Insegurança no trabalho pode gerar competitividade tóxica, prejudicando o clima organizacional.
Pandemia e Pós-Pandemia
A COVID-19 acelerou tendências já em curso:
- Isolamento social, perdas pessoais e adaptação ao trabalho híbrido aumentaram ansiedade, depressão e estresse.
- Santa Catarina registrou crescimento expressivo de casos de ansiedade e depressão (SES/SC, 2022), refletindo tendências globais.
- A pandemia evidenciou a necessidade de programas de suporte psicológico corporativo, integrando bem-estar à estratégia organizacional.
Estigma Reduzido, Diagnóstico Ampliado
- A maior abertura para falar sobre saúde mental resultou em mais diagnósticos, mas também evidencia a real incidência do problema.
- Isso demonstra que as organizações precisam tratar a saúde mental como questão estrutural, não apenas individual.
Destaque Santa Catarina
- Boletim SES/SC (2023): ansiedade e depressão entre servidores públicos cresceu mais de 40% em 5 anos.
- Empresas locais relatam impactos significativos em turnover, engajamento e produtividade.
- Para líderes, esses números não são apenas estatísticas — são alertas estratégicos sobre riscos e oportunidades de intervenção.
O Papel da Liderança e a Estratégia Corporativa
A crise da saúde mental não é apenas pessoal, é organizacional. Líderes conscientes precisam:
- Mapear riscos psicossociais de forma estruturada.
- Criar políticas que promovam bem-estar e limites claros entre vida profissional e pessoal.
- Implementar soluções baseadas em dados e ciência, como o DIBE, que transforma informações sobre saúde mental em insights estratégicos para decisões rápidas e precisas.
Conclusão
O aumento dos problemas de saúde mental é uma tendência estrutural, não um acaso. Para CEOs, diretores e líderes, a mensagem é clara:
Investir em saúde mental é investir em produtividade, engajamento e vantagem competitiva. Ignorar é caro; agir com estratégia é essencial.
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